Posted on August 12, 2009 by Carlos Alberto Rosa ![]() Chairman Dr. Morris Chang has been recognized for his long record of achievements in the semiconductor industry with the EETimes Annual Creativity in Electronics (ACE) Lifetime Achievement Award. This award goes to an individual whose contributions over a long career in electronics have had a demonstrable impact on technological, business and cultural advancements in the world. Winners are selected by the editors of EE Times based on their individual accomplishments over the course of their careers. Past winners of the award include Intel Chairman Emeritus Gordon Moore, Analog Devices Chairman Ray Strata, International Rectifier Chairman Eric Lidow, and LSI Logic Chairman Wilf Corrigan. For more information on the 2009 ACE Awards, please visit
Posted on June 24, 2009 by Carlos Alberto Rosa
*Matéria publicada no jornal Nasemana - Edição 61 - de 30 de maio a 5 de junho de 2009
Domingo, 07/06/2009 às 14h47
Carlos Paz de Araújo: inventor e empresário
The natalensis, based in the United States, is today one of the most important brazilian scientists and the first to win a Daniel E. Noble.
By: Karla Larissa e Luana Ferreira
Photos: Vlademir Alexandre
Self as stubborn, owns nearly 400 patents worldwide. Inventions ranging from chips to biodiesel. Also known by the international scientific community that the brazilian, this week was at Natal for the first time, give a lecture in the city, because never before had been invited. Accented genuinely Potiguar, despite living 39 years in the United States, he spoke to Nasemana. Nice, he told us that was to study in the U.S. and become a entrepreneur scientist . In the interview, he criticized the way the University operates in Brazil and the policy of national patent. The engineer also spoke about their inventions and investments that your company is doing in Brazil. And concluded the conversation giving to us your opinion on science and religion. Nasemana-O senhor é natalense, filho de comerciante e até onde se sabe teve uma infância e adolescência comum, com exceção dos problemas causados pela asma. Quando nasceu o Carlos Paz cientista? Carlos Paz - Essa é uma boa pergunta. Eu acho que com 13, 14 anos, quando eu estudava no Marista, eu queria estudar a área de ciência. O Marista tinha uma biblioteca muito boa, e eu lia muito uma revista francesa "Science et vie". Eu não era um bom estudante de matemática, nunca consegui aprender matemática em português, só vim aprender em inglês. Não sei por que. ![]() Nasemana - Aos 17 anos, o senhor foi estudar nos Estados Unidos, através de um programa de intercâmbio, e acabou ficando no país, onde vive até hoje...
CP- Não, eu voltei. Eu fui no fim do 1º ano científico, passei seis meses, voltei e terminei o 2º ano científico, no CPU e comecei o 3º. Mas a família americana mandou me chamar para fazer faculdade. Eu fui, terminei o científico e entrei na faculdade. Nasemana - O senhor acha que se tivesse ficado em Natal sua trajetória teria sido outra? CP- Não. Impossível. Porque na época aqui não existia nada. Quando eu saí do Brasil haviam 70 milhões de brasileiros, hoje são 190 milhões. Na época não existia muitas chances para o jovem. Nem existia engenharia elétrica na universidade, tinha só engenharia de potência, para prédio, construção. E eu queria fazer engenharia elétrica ou física. Mas eu sempre preferi a parte aplicada, então escolhi elétrica. Naquela época, a gente tinha uma visão do mundo completamente diferente. Hoje, o Brasil está muito parecido com os Estados Unidos. Para se ter uma ideia, naquela época, já existia em Chicago um dos maiores shoppings centers do mundo, que hoje ainda é. Quer dizer, há trinta anos, o que hoje aqui é novidade já existia lá. Então, o ambiente já era bem diferente. E na universidade, eu gostava muito de estudar. Ela me deu todo o apoio. E é uma universidade muito famosa, então tinha tudo.
Nasemana - O senhor falou que hoje o Brasil está muito parecido com os Estados Unidos. E hoje um estudante, para ser um cientista de ponta, ele pode continuar aqui em Natal, no Brasil?
CP- Se for fazer até o mestrado aqui, você se sai bem. Eu faria o doutorado fora do país, eu não faria nem no Brasil ainda. Não é uma questão de que não tenha gente boa. Lá em São Paulo tem, mas não é só a escola, é o ambiente, quem está fazendo o que e por quê. Aqui o acadêmico ainda está muito longe da indústria, então ele não é uma fonte de desenvolvimento para uma sociedade. É mais um custo. Nasemana- Além de cientista, o senhor é um empreendedor, o que é raro entre os pesquisadores brasileiros. O empreendedorismo é uma qualidade inata sua ou o senhor aprendeu a partir do contato com os americanos? Como é que surgiu essa qualidade? CP- Acho que foi uma coisa nata, de ser nordestino, brasileiro, filho de comerciante. Depois que eu me formei, geralmente dava aula a pessoas mais velhas, assim para fazer mestrado, PhD, e às vezes fechava uma fábrica e a gente via essas pessoas sem emprego. Então eu pensei: vamos fazer uma engenharia que crie emprego. Daí começou toda uma maneira de pensar, de traduzir a química e a física para a engenharia. E chips é uma área ótima para isso, porque é uma área muito complicada, precisa de muita química, muita física, e então, entrei nessa área. Mas essa ideia de ser empreendedor, ela foi nova até nos Estados Unidos. Uma vez eu dei uma palestra no Japão sobre como os professores deveriam criar emprego. Mas essa coisa não pode ser exagerada também, porque às vezes o professor fica tão empreendedor que deixa de ser professor. É necessário essa transferência de know-how da universidade para a área empreendedora e também vice versa. O mais importante que eu notei é que a universidade é uma fonte de saber, mas o conhecimento é uma coisa muito higienizada. Muitas vezes, quando o empreender tem uma boa ideia e vai à universidade para trabalhar com ela, se cria mais coisa do que ao contrário. Tem muitas pesquisas de universidade que fazem patentes, mas o professor é tão ingênuo que faz uma patente que não serve para nada.
Nasemana- No Brasil existe uma espécie de pudor dos cientistas em ganhar dinheiro com o que produzem dentro dos laboratórios. O senhor concorda com isso? Acha que essa postura atrapalha o desenvolvimento científico e econômico do país?
Nasemana - O senhor fundou a sua empresa, a Symetrix Corporation, em 1986, com recursos do Small Business Innovation Research (SBIR), programa norte-americano de apoio às pequenas empresas inovadoras. O senhor acha que faltam programas como esse para que os cientistas brasileiros se tornem empreendedores também?
CP- Não, eu acho que tem muita coisa no Brasil já até mais que nos outros países. O que eu tenho entendido é que às vezes sobra dinheiro oferecido em editais porque ninguém apresenta nenhum projeto. Acho que está faltando ideia. Tem muita gente com PhD que não passa de um idiota. Eles têm umas ideias malucas que não vão dar certo para coisa nenhuma. Tem que ter uma visão comercial. Nasemana - Agora vamos falar de seus inventos. Um dos mais importantes é a memória de acesso aleatória ferroelétrica que permite a construção de memórias eletrônicas que não necessitam de nenhum tipo de energia para funcionar. Por favor, explique como funciona e como a memória poderá ser útil. CP- Por exemplo, um CD é uma memória não volátil, você grava e ela segura tudo. O pendrive tem memória não volátil também, só que com chip. Dentro do pendrive, se você olhar tem vários chips. Ele grava e não precisa de eletricidade, ele segura. Então isso é uma memória não-volátil porque as que se usam no computador normalmente são voláteis. Então se você ficar sem eletricidade, desligar, você perde tudo. As memórias que existem são não voláteis, elas se autodestroem. Em um pendrive, por exemplo, você só pode escrever nela 100 mil vezes, 10 elevado a 5. A memória ferroelétrica escreve 10 elevado a 15, então é 10 bilhões de vezes mais. Então, ela pode ser usada como se fosse uma memória generalizada. Com relação à velocidade, você escreve a informação na memória ferroelétrica - vamos dizer 60 nanossegundos - a do pendrive é mais ou menos mil vezes mais lenta. Então se tem uma memória que escreva rápido e seja não-volátil, no mercado existem várias aplicações, como cartão de crédito, até no DVD, eu não sei nem todas as aplicações que estão usando. O que acontece é o seguinte: a própria memória ferroelétrica só vai até uma capacidade, a próxima capacidade tem que ser outro tipo de memória. O próximo desafio é eliminar o harddrive do computador. Seria um computador que não teria nem uma parte móvel, só que essa memória eu acabei de inventar agora. É uma memória que eu chamo de CERAN. Nós estamos começando a negociar com as firmas para começar a sua fabricação. Nasemana-Como é o processo de criação dos seus inventos? Depois de tantas patentes, o senhor já pode traçar um passo-a-passo da criação? CP- Eu sou interessado em tudo: arte, literatura, filmes, o que você imaginar. Então, sempre tem alguma coisa para você criar. Mas eu aprendi logo cedo a não sair muito da área de materiais, que é a parte mais apaixonante e que tem muita matemática. Esse material da memória é perfeito para ser sensor de infravermelho, então nós fizemos toda a teoria e criamos um chip que vê no escuro, sem usar nitrogênio líquido para esfriar. O próximo capacete de soldado tem um chipzinho que puxa uns óculos e vê tudo no escuro. Vou saindo de uma área para outra, vendo as coisas que eu acho mais interessante. A área que estou investindo agora é a da energia. Eu faço uma pesquisa de quem já fez e procuro onde é que o cara esqueceu de fazer certo, e modifico. Começo a trabalhar aí. Geralmente tudo que eu faço é por teimosia. Quando todo mundo tentou e não conseguiu executar, aí é que dá mais vontade de fazer. Por exemplo, essa memória a IBM tentou três vezes fazer e não conseguiu, aí eu fui e fiz.
Nasemana-Em qual projeto o senhor está empenhado nesse momento?
CP- Tem essa memória CERAN que está começando a sair, já está entrando na fábrica. Essa memória é muito interessante. E tem uma célula solar, de fotovoltagem, que é uma célula que tira eletricidade do sol de maneira mais barata. Geralmente, as células solares usam lâmina de silício, que são muito caras. Eu vou fazer no vidro. Estou começando agora a fazer um novo tipo de refrigeração, usando película fina, que substitui o compressor, para ver se elimina o compressor em automóvel, porque aí não usa gasolina, só bateria. Você usaria o ar-condicionado sem gastar gasolina e eliminaria 20% do gasto. E tem uma área que estou começando agora que é um biodiesel de uma planta que só nasce na seca. É um projeto que eu gosto muito e no qual coloquei meu filho para trabalhar. Estamos usando a engenharia genética para fazer uma planta, que não seja como a cana, que tira a terra boa todinha. A cana-de-açúcar é boa para alimento, mas para fazer combustível sai muito caro. Nasemana- Vocês vão criar a planta também? CP- Nós estamos modificando a planta. Ela já existe, nasce no deserto dos Estados Unidos. Mas tem a planta e também uma bactéria. Para fazer álcool, a fermentação tem que ter umas enzimas e é muito caro. Então essa bactéria come a planta e automaticamente faz a fermentação. Nasemana-No ano passado, a Symetrix Corporation, que tem sede no Colorado, EUA, anunciou a construção, que deve ser iniciada no próximo mês de julho, da primeira fábrica de semicondutores ferroelétricos da América Latina, em São Carlos (SP). O que essa fábrica irá representar em termos de investimento e negócios para o país? CP - Eles conseguiram passar a documentação recentemente. Não é só minha fábrica, é um parque tecnológico enorme com mais de 10 milhões de metros quadrados. Uma coisa estúpida. No Brasil, para se fazer uma fábrica com tudo é muito dinheiro. A minha tecnologia elimina 90% do custo de um semicondutor. Ela muda todo um modelo. Enquanto muitas companhias vêm e dizem que não dá certo, a minha já começa viabilizando. A gente já começa exportando, estou fazendo ao mesmo tempo Brasil e China.
Nasemana-Depois de 30 anos fora do país, o senhor volta a colocar profissionalmente o Brasil na sua vida. O que significa essa volta para o senhor? CP - Dor de cabeça. Porque é muito complicado estar viajando o tempo todo. Mas é interessante demais porque o Brasil está em momento de explodir. Tem muita gente com PhD, muita gente desocupada, procurando uma coisa para fazer. Lá em São Carlos, por exemplo, até o prefeito tem PhD. Nasemana-Há possibilidade de o Rio Grande do Norte também entrar nos planos da Symetrix ou em algum projeto pessoal seu? CP - Aqui no Rio Grande do Norte tem muita coisa acontecendo. Mas a gente não tem a tradição que São Paulo já tem. A globalização dá um senso meio ilusório, de que a gente chegou, que tem internet...mas isso aí não dá comida a ninguém, tem que ter fábrica, coisa para o povo fazer, e isso aí não se faz sem muito estudo. Você tem que ter gente capacitada, de alto nível. Não pode ser assim, eu fiz um curso de programação, agora sou PhD. Tem que ter muita física, muita química, muito entendimento nessa área. Nasemana-O senhor é católico praticante. A religião de alguma forma interfere na sua atuação como cientista? CP - Não. Eu dependo de um milagre toda segunda-feira às 9 h da manhã. Não existe contradição entre ciência e religião. Minha opinião é que quando o cientista começa a falar que não tem Deus, não tem religião, é um péssimo cientista porque a ciência engana, ela não consegue saber de tudo. O maior cientista do mundo não sabe o que vai acontecer amanhã de manhã. Tudo o que está escrito nos livros depende de um modelo da realidade, que foi muito bem feito e é preciso demais. Einstein diz que "a religião sem ciência é cega e a ciência sem religião é aleijada". Essa é a grande verdade. Posted on August 14, 2008 by Carlos Alberto Rosa The Best Brasilian IC Digital Designers Team Today I had the pleasure to take this picture with the best group of IC Designers currently existing in Brazil.
This group is formed by young electronics engineers and computer scientist that ended today the latest lessons on the Low Power Design Methodology Kit, the last and most significant discipline of technology that completed the Phase I of the National Program for Training of IC Designers taught by instructors of Cadence (U.S. company contracted by the Ministry of Science and Technology of the Brazilian Government to apply the training).
The Phase II of the program starts in next September first of 2008 and scheduled for completion in April of 2009. Posted on April 27, 2008 by Carlos Alberto Rosa
Cadence Partners with Brazilian Government to Open Brazil's First IC Design Training CenterWorld-Class Center Strengthens the Semiconductor Industry in Brazil; 3 Additional Joint Centers Planned
SAN JOSE, Calif., April 27, 2008 Cadence Design Systems, Inc. (NASDAQ: CDNS), the leader in global electronic-design innovation, today opened a new integrated circuit (IC) design training center in partnership with the government of Brazil. The IC Brazil Training Center—located in Porto Alegre, home to much of Brazil's high-tech industry—is the first such high-tech training center in the country, and the first of four planned between Cadence and the Brazilian government. Opening a training center underscores Cadence's commitment to support and facilitate the development of Brazil's semiconductor industry. With the new center in place, Cadence expects to provide commercial IC design training to more than 1,500 local IC design engineers over the next three years to increase Brazil's electronic design automation (EDA) capabilities and serve a growing IC infrastructure in the country. Cadence is developing the curriculum, providing the initial training and training the trainers to make the program self-supporting. Brazil, in turn, is providing scholarships to qualified university graduates to receive the training and prepare themselves for high-technology careers. "We selected Cadence to develop and implement their training program to provide design engineers that are needed for Brazil's growing semiconductor industry," said Dr. Sergio Machado Rezende, Brazil's minister of science and technology. "Cadence design capabilities provide end-to-end solutions for customers, and their training ensures that the graduates will be able to serve customers in Brazil as well as the multinational companies that we expect will expand their operations into Brazil." "Opening a design center in Brazil is a reflection of the Cadence approach to emerging markets," said Mike Fister, president and CEO, Cadence. "We have been at the forefront of emerging markets in India, China and Russia, and our ability to implement training programs and help build infrastructure has been tested around the world. We see opportunities in Brazil's growing local consumer market and want to support Brazil's drive to develop a robust IC industry in their country." About Cadence Cadence enables global electronic-design innovation and plays an essential role in the creation of today's integrated circuits and electronics. Customers use Cadence software and hardware, methodologies, and services to design and verify advanced semiconductors, consumer electronics, networking and telecommunications equipment, and computer systems. Cadence reported 2007 revenues of approximately $1.6 billion, and has approximately 5,300 employees. The company is headquartered in San Jose, Calif., with sales offices, design centers, and research facilities around the world to serve the global electronics industry. More information about the company, its products, and services is available at www.cadence.com.
For more information, please contact: nancy@cadence.com Nancy Szymanski Cadence Design Systems, Inc. Direct: +1.415.420.5008 Posted on March 01, 2008 by Carlos Alberto Rosa Support |

















